quinta-feira, 24 de março de 2011
Quer ganhar um CD Nunca Converse Com Estranhos?
Se você é como eu que gosta de ter o CD em casa, com a caixinha de acrílico, o encarte impresso com as letras das músicas, fotos, créditos e agradecimentos, gosta de sentir o cheiro do CD antes de escutá-lo ou tem algum outro sintoma musical que te obrigue a ter os discos em mãos, SEUS PROBLEMAS ACABARAM!
Em homenagem ao Festival Goiânia Canto de Ouro em sua quarta edição serão sorteados 5 CDs Nunca Converse Com Estranhos. É só você acessar minha página no Facebook (clique aqui) e me mandar a seguinte mensagem: EU CONVERSO COM ESTRANHOS.
Na semana que vem o sorteio será feito e divulgado aqui!
Abraços!
Octávio Scapin
sábado, 19 de março de 2011
artista de rua
no sinal fechado
meu malabarismo.
passo entre os carros
e roubo seu beijo
pela janela.
(os)
meu malabarismo.
passo entre os carros
e roubo seu beijo
pela janela.
(os)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
2011
começamos os trabalhos de 2011 hoje.
como de costume, o blog ganha cara nova, ainda na companhia do sempé e dos tons claros. espero que 2011 seja um ano mais gordo para este espaço!
desejo todas as melhores coisas pra todos que acompanham minhas aventuras por aqui!
abraçOS e até breve!
Octávio Scapin
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
canção dos rumos
como menina morena
faz-me de ti teu refém
se nossas covardias são gêmeas?
como menina morena
faço-te pra mim um harém
se nunca encantei tuas fêmeas?
como menina morena
amansa-me com teu desdém
desdenha-me com tua escuta
como se as paixões fossem sãs?
como menina morena
faço-te pra mim um harém
se nunca brinquei tuas putas
ou lambi tuas cortesãs?
como menina morena
seria eu só alguém
se hoje me basta ser todos
estes homens que tu queres?
como menina morena
faço-te pra mim um harém
se nunca toquei com meu corpo
nenhuma de tuas mulheres?
(OS)
sábado, 4 de setembro de 2010
poema incompleto
queria morrer no mesmo dia
em que nasci
anos completos
amores aceitos
cada poema lido em sequência
verso por verso
sem desvio
lençóis quando sol
edredons para o frio
mas o que fazer do último pedaço do bolo
o que fazer da última noz
sobre o último pedaço de bolo
o que fazer do refrão
que não encantará
o que fazer da carta de amor
que virá depois do amor
o que fazer do álcool
que insistirá no copo
o que fazer do livro
que perpetuará o marca-página
o que fazer do beijo
que não desaguará em transa
o que fazer da transa
que não desaguará
queria morrer
no mesmo dia em que nasci
mas sou de restos
sou de migalhas
sou de retalhos
sou de farelos
ser
é o que me sobra.
(OS)
domingo, 11 de julho de 2010
sábado, 15 de maio de 2010
novo ensaio sobre a dor
já achei que injeção
fosse a dor maior do mundo.
depois um beliscão,
um chute no saco,
um fora da menina do colégio
que não entendia
que tudo o que eu queria
era um amor bem dolorido.
nenhuma dor tem sucesso
na missão de ser a maior
na análise dos sentidos.
já achei que doer sem deus
fosse amputar sem anestesia.
mas doemos sem amigos.
doemos sem irmã.
doemos sem pai.
doemos sem mãe.
doemos com a sobra,
vazia.
deixemos o amor doer.
deixemos.
para que ele continue grande
para o resto de nossos dias.
(scapin)
terça-feira, 13 de abril de 2010
todo mundo morre
todo mundo morre. uns morrem de fome. outros de sede. uns de tombo de moto. outros morrem na rede. todo mundo morre. de bala perdida. sexo demais. de cutucar ferida. morrem de amor. de câncer. de aids. morrem de amor. de medo. demais. morrem de amor. todo mundo morre. todo dia. morre-se em silêncio. com canto. com prece. com badalar de sino. todo mundo morre. como podia morrer ser o maior fardo do destino.
(scapin)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
edredom
acordar pra te pensar
penso que acordei pra ver
vejo o que não tem falar
falo pra não entender
entendo o que vem com mel
e teu doce é bom demais
que chega assubêia, rir
rio pra me desaguar em você
acordar pra te brincar
brinco em cada traço teu
todos querem me pirar
piro pra não entender
entendo o que o olfato diz
e teu cheiro é bom demais
que chega assubêia, rir
rio pra me desaguar em você.
acordar pra te provar
provo de inferno e céu
nuvem pra nos explicar
fogo pra não entender
entendo o que a pele tem
e teu corpo é bom demais
que chega assubêia, rir
rio pra me desaguar em você.
(scapin)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
cara nova
2010 demorou pra dar as caras por aqui. mas mesmo tardiamente veio com uma bela gravura do sempé. um dos meus desenhistas mais queridos. au revoir!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
sobre o vício
o que te alimenta?
tem quantas calorias?
vale por quantos dias?
o que te alimenta?
tem ferro, cálcio e cheiro?
se pega numa arvore?
ou se compra com dinheiro?
o que te alimenta?
o que te atormenta?
fome ou bucho cheio?
o que te alimenta?
o que te atormenta?
se torna seu recheio?
(scapin)
tem quantas calorias?
vale por quantos dias?
o que te alimenta?
tem ferro, cálcio e cheiro?
se pega numa arvore?
ou se compra com dinheiro?
o que te alimenta?
o que te atormenta?
fome ou bucho cheio?
o que te alimenta?
o que te atormenta?
se torna seu recheio?
(scapin)
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
recado
aos amigos que passam por aqui aviso que estarei rodando por ares europeus até o mês de março de 2010. para músicas e boas histórias. prometo continuar postando os poemas sempre que der.
AbraçOS
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
andar
os azulejos mais brancos,
a grama que cresce a casa pra fora,
o fundo do mar, da piscina,
as pedras portuguesas que te levam embora,
o tapete persa que conduz
aos lençóis onde voam os delírios,
e o meu peito,
se compreendem.
todos já foram encantados
por seus pés nús.
a grama que cresce a casa pra fora,
o fundo do mar, da piscina,
as pedras portuguesas que te levam embora,
o tapete persa que conduz
aos lençóis onde voam os delírios,
e o meu peito,
se compreendem.
todos já foram encantados
por seus pés nús.
(scapin)
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
sobre o fôlego
hoje o mar se esqueceu de sair
e nada de verdade
e nada de mentira
e nada tem só cara
e nada no lugar
e nada tem um jeito
e nada com os braços
hoje não tem abraços
e nada no lugar
hoje o mar se esqueceu de sair
e nada de errado
e nada de correto
e nada só de um lado
e nada no lugar
e nada vale tudo
e nada de perfeito
viver é este feito
com nada no lugar.
(scapin)
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
casos marítimos
estava eu dentro do mar.
e a moça na areia.
ela tinha a seus pés todos os grãos
que sonhavam ter a cor de sua pele.
o branco da areia.
apenas uma cópia barata de sua porcelana original.
o branco da areia.
de grande valia para acalmar o roxo da ausência.
gritava eu.
chamando a moça para entrar no mar.
e com passos lentos,
bem lentos,
a moça se permitiu.
se permitiu mas com um cuidado sincero.
recomenda-se entrar devagar no mar.
como pregam as avós.
os choques térmicos também possuem voltagem.
seu pai
quando a moça era menor do que já é,
desenhava com caneta bic
uma linha em sua perna.
aviso para que ela não se esquecesse que o mar
tem limite.
eu, menino esperto,
espero que o mar e o sal,
vençam o risco azul
na pele da moça.
aí sim.
pegá-la pela mão,
e por um capricho,
nos afogarmos,
no infinito de nossas peles.
(scapin)
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
downloadFREE
olá amigos. além dos poemas que já venho colocando há 2 anos por aqui, agora as postagens também trarão notícias sobre meu novo álbum, os shows e coisas relacionadas à aventura musical e a sociedade dos poetas vivos! a primeira notícia é que o disco "nunca converse com estranhos" já está disponível pra download. a proposta é que todas as pessoas tenham acesso às músicas do álbum. baixem! ouçam! e se gostarem divulguem! o link para o download ficará permanentemente aqui no blog.
« O disco Nunca Converse Com Estranhos surgiu após dois anos de intenso trabalho de composição e de concepção de arranjos e formas que as músicas deveriam ter. O nome veio de um poema que tinha escrito há alguns anos e que naquele momento e agora sintetiza uma avalanche de símbolos que gostaria de dar para este primeiro álbum da minha carreira como compositor. A estranheza do nome foi buscada em todo momento, na capa do disco, no projeto gráfico e nos vários penduricalhos e perfumarias sonoras que as pessoas encontrarão quando ouvirem as canções. Esta busca por uma sonoridade própria, sonho de todo músico, contou com talentosos parceiros que, em seus instrumentos e maneiras, colaboraram ativamente para este produto final. A eles eu devo sinceros agradecimentos. Desta maneira, após agradáveis dias em estúdio, chegamos neste mundo tão meu e tão sonhado, em que minhas músicas ganharam exatamente a cara com que as enxergava nos meus pensamentos atentos e utópicos. Uma música, durante seus minutos de duração, é responsável por tantas sensações que embevece o fato de poder causá-las. Por isso busquei neste disco e sempre tenho buscado em minhas músicas, as sensações mais completas e cheias de peculiaridades e detalhes possíveis. Tento dessa maneira me encontrar com todos os estranhos do mundo através delas. » Octávio Scapin
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
poema da filha caçula
andam falando que a moça é mimada
e estes que falam são seres de tino.
mas vejam os olhos, vejam as sardas,
não seria ela própria, o mimo?
(scapin)
e estes que falam são seres de tino.
mas vejam os olhos, vejam as sardas,
não seria ela própria, o mimo?
(scapin)
segunda-feira, 20 de julho de 2009
respingos
como é difícil separar dois líquidos.
pobres humanos.
que nasceram com o fardo
de serem quase que só água.
(scapin)
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